Sábado, 14 Maio
00h00
Terzi
O equilíbrio e a euforia do beat matching, que é a soma de dois momentos e de duas fisicalidades, definem a linha de baixo harmoniosa e delirante onde o Gonçalo, o Terzi, habita e nos recebe. E ficamos com ele, seduzidos e tranquilos. E felizes. Porque, se uma das primeiras palavras ditas num ensaio da definição de música é, felicidade, terá também de ser a primeira para o definir como DJ, programador e agitador de ferramentas atentas e generosas com que, desde 2010, vive e trabalha um circuito ascendente e luminoso. Aos 19 anos, ou um pouco antes, o arrebatamento da curiosidade materializa-se nos primeiros discos que ligam pontos entre as zonas quentes de Chicago, Detroit e do UK, formando a terra firme que avança pela cosmologia Holandesa e pelo toque Francês na alma. Esta colisão e simetria de influências determinam as escolhas, os sets e o sentimento gregário que o leva, em 2012, juntamente com o Smuggla e com o Lieben à fundação da Extended Records, a editora que é uma singularidade no inventário das labels portuguesas com um catálogo coeso e sólido de mais de 4 anos feito do melhor house e techno português continuamente elevando o talento veterano de Mind Safari, Vil e Zentex e o onirismo de Bababa, Emauz, Lieben e Savant Fair. Condensando a timeline: primeiros all night sets e residência no Espaço Quatorze em Braga como ponto de iniciação e instrução seguindo para a formalização da sua presença nos sítios exatos e certos como o Gare no Porto, o Lux, o festival Neopop, na melhor mais pequena pista de todo o sempre, a do Passos Manuel no Porto, n a liberdade de entrar no broken beat e deslizar pelo ácido mais carinhoso e reverberante nas longas noites da saudosa cave do Au Lait, n o house cristalino n o piso térreo do Au Lait, n a explosão da robustez nas Trip Vision e nas noites de partilha no Lounge com um dos nossos mais amados: - Pedro Beça. E é no Porto, em 2015, ao lado da intuição e sensibilidade raras da Joana Martins que cria as festas da Segmenta. Verdadeiro corte na realidade monocromática com a Segmenta, vive e agarra um caleidoscópio de convidados numa programação de sentimentos de retribuição e amor materializados nas noites passadas com Bell Towers, Mor Elian, Niagara, GAM, PLO Man,Toulouse Low Trax, Solution, Bufiman, Low Jack, na partilha da intimidade da booth com Interstellar Funk e DJ Fett Burger e na viagem lado a lado com Suzanne Kraft ao Lux.
DIOGO seria um péssimo pseudónimo caso estivesse à procura de se esconder por detrás de um nome, mas não. Nascido em junho de 1988, Diogo Vasconcelos começou por estudar arquitetura, mas desde sempre soube que era na música que facilmente conseguia aliar o conforto ao prazer. As suas primeiras incursões no mundo do DJing deram-se em 2011até se juntar em 2016 à equipa da Extended Records. Cresceu a ouvir música negra (jazz, soul, funk e afrobeat) e brasileira, coisa que ainda hoje marca esporadicamente os seus sets, mas foi na música mais directa e para a pista que encontrou o calor e a individualidade que procurava. Se há duas coisas que possam caracterizar Diogo como Dj é uma enorme curiosidade musical, quer pela novidade quer pelo conhecimento da história, e uma vontade de manter a mistura ancorada aos seus elementos base, os discos. Tendo viajado do Electro ao Techno e com várias incursões pelo Disco e Breakbeat, é entre o Acid House e a Bass Music que encontra sua casa. Os seus sets são normalmente, marcados por breaks, batidas quebradas e muita energia em tom celebratório. Em 2019 começou a editar música em nome próprio em editoras como a Rave Tuga e a Infinita e assina também algumas remisturas. Dezembro de 2019 é marcado pela edição física de “Roçadas” o EP que produziu em colaboração com Moreno Ácido, que teve uma edição limitada a 300 cópias pela Holuzam. 2021 foi um ano cheio para Diogo, editando o seu primeiro EP na Extended Records, Ruff Trax, várias remisturas e uma tape, Sempre Para Diante, com edição limitada pela Rave Tuga. No final, estilos à parte, o que importa é a pista e o que ela pede, e isso traduz-se em sets despretensiosos com o puro objectivo de divertir e despoletar em todos uma contagiosa a vontade de dançar. Diogo é também o fundador e actual Director da revista única revista portuguesa impressa, sobre de música electrónica e club culture nacional, a PISTA!
De nome próprio, Catarina Silva procura a fusão de universos sonoros de estéticas distintas onde possam convergir harmonicamente. Entende a música como um sistema simbólico onde expressa sentimentos abstratos e desencadeia diferentes emoções. Desde o início da pandemia tem vindo a construir o seu espaço na cena nacional, através de uma seleção caprichosa e diversificada, desde ritmos assimétricos e percussões irregulares a melodias mais convencionais. É parte integrante do coletivo bracarense "Dark Sessions" desde 2018 e mais recentemente juntou-se também à associação “Alínea A".
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