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30_Sep_Sat 18:30 No Precipício era o Verbo
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No Precipício era o Verbo

Subitamente, a leveza inteira do som na ponta dos dedos que empurram o vento de verão. Dentro da casa de noite, a Lua ergue um caracol como um morcego que paira sobre a cidade respirando os sons da sua melancolia e dos seus amores impossíveis. Até que o corpo cai na sua própria respiração como um poema ouvido em língua estrangeira. Tudo começou com a proposta de juntar quatro autores e os seus ofícios — Carlos Barretto (músico e compositor) António de Castro Caeiro (filósofo e tradutor), André Gago (actor e escritor) e José Anjos (músico e poeta) — com um objectivo: o precipício enquanto exercício de contemplação e linguagem —porque caímos juntos; caímos em pensamento e no pensamento uns dos outros, na celebração da vida e dos afectos.

“Porque o poema é só a face visível do problema.”

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